domingo, 18 de junho de 2017

A imagem do dia (III)

"As 24 Horas de Le Mans são uma prova de Endurance do qual os Toyota nunca poderão vencer". É uma citação minha, mas parece que é uma maldição. Vimos o que aconteceu no ano passado, onde perderam na última volta, a cinco minutos do fim, na última volta possível. Contudo, este ano, por volta da uma da manhã, hora local, dois dos três carros desistem e o terceiro carro está tão atrasado que só chegará à frente numa hecatombe.

E a cada ano que passa, cada azar que eles têm, ficamos a pensar: eles poderão estar barrados de alcançar o lugar mais alto do pódio por algum prospeto divino? Haverá algum "pacto com o Diabo", onde eles poderão até dominar o campeonato do mundo, mas eles nunca sairão vencedores em La Sarthe? Ou será outra coisa?

Não creio em bruxas, mas penso nisto: a Toyota... é verdade que tem todos estes azares. Mas quando juntamos ao que se passa na Honda na Formula 1, começamos a ver o panorama geral. Será que a metodologia japonesa, o pensamento corporativo japonês, que deu imenso sucesso nos últimos 40 anos, na estrada e nas pistas, estará ultrapassada? Será que confiaram demasiado no seu sucesso que agora foram ultrapassados pelo resto do mundo? Muitos falam que a politica corporativista das marcas "congelou no tempo" que contaminou os departamentos de competição. É verdade que o departamento de competição da Toyota está em Colónia, e as coisas até estão a correr relativamente bem no WRC. Mas... vocês lembram como foi a Toyota na Formula 1, na década passada? Pois...

Vamos a ver o que o futuro reserva. Ninguém é um eterno perdedor. Todos terão o seu dia no lugar mais alto do pódio. Mas a cada ano que passa, parece que esse dia vai ser dos mais festejados da história do automobilismo, onde muitas lágrimas jorrarão. 

2 comentários:

Leandro Martins disse...

Também não é assim. A Honda na Indy vai muito bem, fez inclusive o último vencedor das 500 milhas, um conterrâneo que sempre foi identificado com a marca.

Mesmo na F1 temos que aguardar pra julgar. Se lá atrás, o início do sucesso da Honda com Williams e McLaren foi com a pequena Spirit, em um contexto de não ter pressão pra desenvolver seus motores, o acerto com a Sauber pode ser a correção de um erro.

Marcos Soares disse...

Acho que o amigo se equivocou no comentário,com todo respeito e claro,não podemos comparar a Indy com fórmula 1,na Indy nem direção hidráulica os carros tem,fora que a Honda teve permissão da organização pra atualizar seus motores,ano passado eles levaram um pau da Chevrolet,que nem tem tanto tradição com monoposto.