sábado, 19 de agosto de 2017

WRC 2017 - Rali da Alemanha (Dia 2)

Ott Tanak está cada vez mais a alargar a sua liderança no Rali da Alemanha, contra o Citroen de Andreas Mikkelsen e o outro Ford de Sebastien Ogier, num dia em que Thierry Neuville se atrasou e parece ter deixado Ogier a respirar melhor nesta prova.

Num dia em que máquinas e pilotos iriam passar por duas vezes pela mítica Arena Panzerplatte, o dia começou com... Thierry Neuville a partir uma roda na primeira passagem por essa classificativa. Tanak venceu a especial, é verdade, mas foi o belga que estragou tudo e poderá ter deixado fugir o campeonato. O toque numa curva fez partir a roda e levou a perder 10.3 segundos. Só que para piorar as coisas, o eixo de suspensão soltou-se e caiu, e não houve forma da dupla poder reparar os danos com os meios que tinham à sua disposição.

Não acabou ainda, não vamos desistir de lutar pelo campeonato. Vamos lutar por ele” escreveu Thierry Neuville na sua conta pessoal no Twitter.

Na frente, Tanak tinha 6,3 segundos de vantagem sobre Mikkelsen, com Ogier no terceiro posto, depois de passar Neuville, e com o passar da manhã, o piloto estónio alargava a sua liderança para Mikkelsen, que no final da manhã, já tinha Ogier em cima deles, com ambos separados por meros sete segundos. Atrás, no quarto lugar, Elfyn Evans já estava a ser ameaçado pelo Toyota de Juho Hanninen.

Pela parte da tarde, com a segunda passagem pelas classificativas da manhã, Tanak manteve a vantagem sobre Mikkelsen e começou a geri-la de forma a estar longe do noruegues da Citroen, enquanto que Ogier tentava aproximar-se, mas sem o apanhar. Atrás, Hanninen passou Evans na 13ª especial e ficou com o quarto posto, mas na 16ª especial, o finlandês teve problemas num dos seus amortecedores e perdeu esse lugar para Evans.

No final do dia, depois dos cinco primeiros, Craig Breen era o sexto no seu Citroen, a dois minutos e dois segundos, tinha mais de dois minutos de vantagem sobre Jari-Matti Latvala, no segundo Toyota, enquanto que Hayden Paddon era o oitavo (e o nelhor dos Hyundai), a quatro minutos e 32 segundos. A fechar o "top ten" estava o Fiesta R5 de Eric Camili e o Fiesta WRC do veterano alemão Armin Kremer.

O Rali da Alemanha termina amanhã com a realização das quatro últimas especiais.

WRC 2017 - Rali da Alemanha (Dia 1)

O estónio Ott Tanak é o líder do Rali da Alemanha, após a realização das oito primeiras classificativas. O piloto da ford tem um avanço de 5,7 segundos sobre o Citroen de Andreas Mikkelsen, e 28,2 sobre o Hyundai de Thierry Neuville, que anda a lutar pela posição com o francês Sebastien Ogier, que não está longe, a 30,6 segundos.

Depois de um surpreendente Jan Kopecky ter vencido a classificativa de abertura, em Sarrebrucken, a bordo do seu Skoda Fabia R5 - e de Kris Meeke ter batido na especial, perdendo dez (!) minutos - o dia começou com Dani Sordo (Hyundai) a ser o primeiro líder, ao vencer a segunda especial, conseguindo uma vantagem de 1,7 segundos sobre Thierry Neuville, também no seu Hyundai. Latvala (Toyota) era o terceiro, enquanto que Ogier (Ford) era apenas sétimo, a cinco segundos do melhor.

Ott Tanak venceu na classificativa seguinte, a primeira passagem por Mittemosel, conseguindo uma vantagem de 2,3 segundos sobre Ogier, o seu companheiro da Ford, e ascendendo assim à liderança. Sordo foi apenas sexto na especial e perdeu quatro posições, e Thierry Neuville, perdeu quase onze segundos devido a uma saída de estrada. 

Saí pouco depois da partida do troço, a estrada estava seca e de repente apanhei uma parte molhada em travagem, e saí para as vinhas. Perdi o splitter da frente e agora não tenho apoio” disse o belga da Hyundai.

E quem atacava também era Andreas Mikkelsen. “Estamos a correr riscos, mas temos que o fazer”, afirmou. E esse ataque compensou: na primeira passagem por Graftschaft, Andreas Mikkelsen faz uma classificativa de sonho e consegue vencer, dando 7,4 segundos de avanço à concorrência, nomeadamente o Toyota de Esapekka Lappi. Assim o piloto norueguês tinha um avanço de 4,8 segundos sobre Tanak.

E o norueguês não estava totalmente satisfeito: “Não tinha disputado este troço antes pelo que estudei bem os onboards, mas ainda assim cometi dois pequenos erros” disse.

Neuville perdeu ainda mais tempo, devido a nova saúda de estrada, bem como os Toyota de Latvala e Hanninen, enquanto que Elfyn Evans aproveitava tudo isso para subir dois lugares, para o quarto posto, a 13,2 segundos da liderança.

A manhã acabava com Neuville a vencer a quinta classificativa, a super-especial de Wadern-Weiskirchen, superando Ogier em 0,3 segundos.

Na parte da tarde, Tanak atacou na segunda passagem por Mittmosell, mas conseguiu apenas diminuir em 3,2 segundos a desvantagem que tinha sobre Mikkelsen, segundo na especial. Mesmo assim, ambos os pilotos estavam agora separados por meros 0,9 segundos. 

E o estónio sofreu uma saída de estrada! “Tive muita sorte em regressar à estrada”, afirmou.

Tanak ganhou na sétima especial, a segunda passagem por Grafschaft, numa altura em que o tempo piorava, com chuva, e conseguiu passar para o comando, depois de ganhar 5,4 segundos sobre Mikkelsen, que foi apenas quarto. Elfyn Evans perdeu quase vinte segundos devido a um despiste, mas manteve o quinto posto, mas o pior foi Esapekka Lappi, que bateu num muro e ficou por ali, danificando a suspensão.

No final do dia, na terceira passagem por Wadern-Weiskirchen, Latavala poi o melhor, superando Neiville e Tanak, com Ogier a perder mais de 21 segundos, mas a geral permaneceu inalterada.

Depois dos cinco primeiros, todos separados por menos de um minuto, Juho Hanninen é o sexto, a um minuto e 14 segundos, com Craig Breen não muito atrás, a um minuto e 21 segundos, no seu Citroen. Jari-Matti Latvala é o oitavo, a um minuto e 54 segundos, e a fechar o "top ten" ficaram o Hyundai de Hayden Paddon e o Skoda de Jan Kopecky, o melhor dos WRC2, a três minutos e 36 segundos.

O rali da Alemanha prossegue este sábado, com mais nove especiais.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Formula 1: Não há acordo entre Toro Rosso e Honda

A Red Bull e a Honda anunciaram esta tarde que as conversações com vista a colocar um motor japonês através da Toro Rosso terminaram sem acordo. Segundo conta a Motorsport, ambas as partes não conseguiram chegar a acordo em relação aos aspectos financeiros do compromisso que queriam estabelecer a partir de 2018.

Assim sendo, a outra marca detida pela Red Bull continuará com motores Renault na próxima temporada.

O fracasso do acordo com a Toro Rosso acontece poucos meses depois da Sauber ter assinado um acordo com o construtor japonês, mas do qual se decidiu abortar em julho, após a mudança na liderança da equipa, com Pascal Vasseur no lugar de Monisha Kalterborn, que sairá um mês antes.

Assim sendo, a McLaren continua a ser a única equipa que terá motores Honda em 2018, numa altura em que eles lidam com problemas de fiabilidade e resultados escassos.

Youtube Rally Onboard: O video de Thierry Neuville no "shakedown"

O Rali da Alemanha começou já esta tarde com a realização do "shakedown", e este video mostra a realização dessa classificativa de aquecimento a bordo do Hyundai de Thierry Neuville, que agora co-lidera o campeonato com Sebastien Ogier.   

WRC: Sebastien Loeb disponível para mais testes

Sebastien Löeb voltou aos ralis na semana passada, ajudando a Citroen a desenvolver o seu modelo C3 WRC para este rali da Alemanha, que se inicia no final desta quinta-feira. A marca considerou que o piloto foi muito útil, providenciando um bom "feedback" à equipa, e o piloto de 43 já disse que está disponível para ajudá-los em mais testes, caso venha a ser necessário.

Em declarações ao jornal francês "L´Équipe", e questionado se estaria disponível para mais testes, Loeb não deixou dúvidas: “Fazer quilómetros e quilómetros de testes não é a coisa mais excitante, mas quando há coisas para descobrir e não se guia o mesmo carro durante 15 anos então é agradável. Não me vejo a fazer testes todo o ano, mas de vez enquanto, porque não?”, comentou.

Em relação aos testes propriamente ditos, Loeb disse que se mostrou satisfeito por não ter perdido o ritmo dos seus tempos áureos, quando conseguiu nove títulos mundiais e 78 vitórias no WRC: “Quando estava a guiar tive a sensação de que nada mudou e ainda sou rápido. Mas a minha motivação (no teste) foi encontrar o potencial destes novos carros, e tenho de admitir que não esperava tal diferença de velocidade nas curvas e em seco”.

Apesar de tudo, Löeb não respondeu sobre um possível regresso do piloto ao WRC. Mas com a idade que têm e apesar de não estar mais nos ralis há cinco anos, há quem sonhe com isso.

WRC: Toyota confiante num bom resultado

Depois de um glorioso rali da Finlândia, onde Esapekka Lappi e Juho Hanninen deram um duplo pódio à marca japonesa, mas com sede na Finlândia, a Toyota vai encarar o Rali da Alemanha de modo diferente daquele que encarou o rali anterior. Não só porque é um rali em asfalto, como também a marca japonesa, que estreia o seu modelo Yaris nos ralis este ano, vai encarar um novo tipo de superficie - o asfalto - com manos conhecimento do que a concorrência, que poderá ser um problema.

Contudo, Tommi Makkinen, o diretor da companhia, acha que podem ter um resultado positivo nesta rali alemão, apesar das dificuldades presentes.

"Este vai ser apenas o nosso segundo rali em asfalto do ano, por isso vai ser interessante, será interessante ver o quão melhoramos desde a Córsega, apesar de diferentes condições na Alemanha. Os desenvolvimentos de asfalto continuam e existiram novas coisas que experimentamos nos testes, especialmente amortecedores", começou por dizer. 

"Da minha experiência da Alemanha, como piloto, lembro-me que as especiais são traiçoeiras. Geralmente é mais fácil arrancar primeiro, piorando para os de trás. Estamos todos confiantes depois da Finlândia, e os pilotos estão muito positivos com o carro, vamos ver o que podemos fazer. Penso que seremos muito bem sucedidos aqui”, concluiu.

O rali da Alemanha acontece entre os dias 18 e 20 deste mês.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Youtube Rally Testing (II): Os testes de Sebastien Ogier


Como já vimos antes com Thierry Neuville, Sebastien Ogier também se preparou para o Rali da Alemanha em algumas das classificativas onde vai passar o rali a bordo do seu Ford Fiesta WRC. Agora que está empatado na geral com o piloto belga da Hyundai, a sua preparação para este rali em asfalto vai ser importante para saber se em terras alemãs ele poderá ser mais veloz do que a concorrência.

E claro, como ele disse no post anterior, ele espera que aqui na Alemanha, a vitória sorria a si e às cores da M-Sport, algo do qual eles nunca conseguiram lá chegar. 

A ver, vamos. Até lá, eis o video dos seus testes em terras alemãs.

Youtube Rally Testing: Os testes de Thierry Neuville no Rali da Alemanha


Com Sebastien Ogier e Thierry Neuville empatados na classificação geral, máquinas e pilotos preparam-se para o Rali da Alemanha, prova em asfalto do WRC e que promete ser bem interessante. E ao longo destes dias, os pilotos das quatro marcas presentes no Mundial andaram a preparar-se. 

E neste video em particular, é Thierry Neuville a andar nas estradas alemãs para ver até que ponto os Hyundai estão preparados para a estrada. 

WRC: Ogier quer defender a liderança

Depois de ter visto o seu rival Thierry Neuville o igualar após o rali da Finlândia, Sebastien Ogier deseja que na Alemanha as coisas fiquem a seu favor, de fora a afastar o piloto belga da Hyundai do seu caminho de alcançar novo título mundial. Falando antes do começo da prova alemã, ele espera que dê à M-Sport a vitória que nunca alcançou nestas paragens.

Nunca sorriu à equipa no passado [a vitória no Rali da Alemanha], e quero que isso mude. Cada ano sonho em vir a esta prova, e esta edição será mesmo emocionante, com uma batalha no campeonato muito cerrada. Vamos naturalmente dar o nosso melhor, de modo a manter a defesa do título numa boa rota”, começou por comentar.

É sempre agradável regressar ao asfalto, e a prova alemã representa algumas das estradas mais difíceis do calendário. É um rali onde devemos ter um bom estado de espírito, boas afinações, pensadas para as diferentes situações que encontramos”, continuou.

Ogier afirma que a preparação para o rali alemão foi também cuidada, porque a prova deste ano apresenta algumas classificativas novas: “Nos locais mais húmidos é ainda mais difícil, e os erros raramente são perdoados. É importante estar completamente concentrado e trabalhar em estreita colaboração com os batedores, de modo a nos preparar-nos para tudo o que nos será proposto nas especiais. Este ano existe igualmente uma série de novos troços, que tornarão as coisas ainda mais interessantes. O Fiesta tem-se portado bem no asfalto este ano, e por isso eu e o Julien [Ingrassia, o seu co-piloto] estamos impacientes por enfrentar este desafio”, concluiu.

WRC: Lappi quer pontuar na Alemanha

Esapekka Lappi, o recente vencedor do Rali da Finlândia não anda nas nuvens após esta vitória ao serviço da Toyota. A poucos dias do Rali da Alemanha, o grande objetivo do piloto finlandês é o de acabar nos cinco primeiros. “Vencer na Finlândia não alterou em nada a minha preparação para a Alemanha. Venho do meu rali mais forte para um que está fora da minha zona de conforto”, começou por dizer o piloto finlandês.

Para Lappi a prova germânica também será o seu primeiro rali de asfalto num WRC. “Mas acho que o Yaris é mais fácil de conduzir no asfalto do que na terra, porque parece mais um carro de competição. A aerodinâmica e o potencial do carro são tão grandes que a única limitação são os pneus; existe maior potência do que aderência, por isso tens de ser muito certo e limpo para manter os pneus. Se conseguir evitar os problemas quero terminar nos cinco primeiros, é o meu objetivo”, concluiu.

O Rali da Alenanha acontece entre os dias 18 e 20 de agosto.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Formula 1: Prost não acredita nos atmosféricos

Depois de Ross Brawn e Toto Wolff terem dito por estes dias que os motores atmosféricos não é a solução para o futuro da motorização na Formula 1 - pelo menos a partir de 2021 - agora foi a vez de Alain Prost se juntar à discussão e reforçar a ideia de que a direção seguida pela disciplina deve manter o atual rumo e não deverá mudar, apesar de admitir necessários ajustes.

Analisando o que se passa atualmente, não há construtores que apoiem o regresso aos motores atmosféricos. Querem ter motores menos complicados do que os que temos atualmente, mas guardando a eletricidade de uma forma diferente, talvez utilizando coisas diferentes. Não querem voltar atrás, o que faz sentido”, afirmou o tetracampeão do mundo ao site Crash.net.

A ideia de que a FIA, a Liberty Media e os construtores desejam a partir de 2020, quando acabar a atual versão do Acordo da Concórdia, é de simplificar os atuais motores Turbo V6 de 1.6 litros, colocando apenas um sistema de recuperação de energia, em vez dos dois existentes atualmente, também para reduzir os custos da construção dos motores. As discussões estão a acontecer e espera-se que haja uma conclusão no final do próximo ano.

Noticias: Whitting visitou Buenos Aires

Charlie Whitting visitou por estes dias o Autódromo Oscar Galvez, em Buenos Aires, para saber sobre as condições para voltar a receber a Formula 1 num futuro próximo. A visita, "informal" segundo a Autosport britânica, teve a companhia de membros da direção do Automóvel Clube Argentino e da Associação de Pilotos Argentinos. 

Da discussão, Whitting fez recomendações para que o autódromo seja melhorado de forma a receber Grau 1 da parte da FIA, para assim poder receber de volta a Formula 1, como fez entre 1953 e 60, entre 1972 e 81 e entre 1995 e 98.

Nos últimos anos, a Argentina voltou a receber diversas corridas de várias categorias, desde a MotoGP e o WTCC, que corre em Termas de Rio Hondo, até à Formula E, que até este ano correu nas ruas à volta da zona de Puerto Madero, em Buenos Aires. O regresso da Formula 1 não seria mau de todo, numa altura em que a Liberty Media deseja largar a Formula 1 para 25 corridas, mas colocando mais provas na Europa do que na Ásia, onde esteve nos últimos dez anos. 

A acontecer, a Argentina acompanhará México e Brasil como os países latinoamericanos a receber a Formula 1.

A imagem do dia

Eu pensava que já se tinha visto tudo sobre Ayrton Senna - e francamente, estou convencido disso - mas ver esta foto dele é, no mínimo, sensacional. A localização é fácil: trata-se do circuito de Budapeste, algures durante o fim de semana do GP da Hungria de 1986, e lá está ele ao volante, reconhecendo a pista para o fim de semana que aí vinha. Qual é o detalhe? Ele conduzia um Lada.

E seria normal, digamos assim. É que ir ao outro lado da Cortina de Ferro - apesar de ser um dos lugares mais pragmáticos em termos económicos - significa que grande parte dos carros não eram ocidentais, mas sim mais condizentes ao lugar, logo, as exportações soviéticas vão dominar. E os Ladas, então, seriam omnipresentes.

E esta foto, sejamos honestos, é uma enorme curiosidade. Embora sabendo que com o seu Lotus-Renault até fez um bom fim de semana, fazendo a pole-position e sendo superado por um Nelson Piquet que teve de ir ao limite para o ultrapassar.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Formula 1: Steiner tranquilo sobre Sauber-Ferrari

O anuncio da manutenção da parceria Sauber-Ferrari, depois da equipa de Hinwill ter assinado (e depois denunciado) um acordo de fornecimento de motores à Honda para 2018, não faz perder o sono a Gunther Steiner, o diretor desportivo da marca. O italiano, ex-Toro Rosso, afirmou que a sua relação é forte e permitirá o crescimento que pretendem para a sua equipa nas próximas temporadas, com o francês Romain Grosjean e o dinamarquês Kevin Magnussen ao volante.

Eu não acho que tenha impacto em nós. Nós cuidamos de nós mesmos e da nossa parceria com a Ferrari. Se eles têm um relacionamento com outra pessoa ninguém nos pergunta o que pensamos ou o que devem fazer. Penso que a nossa relação é forte. Eu acho que vai continuar. Sem eles não estaríamos onde estamos agora”, disse Steiner.

A Haas tem uma parceria com a Ferrari e com a Dallara desde a sua chegada à Formula 1, em 2016, para construir o seu conjunto chassis-motor, e até agora tem conseguido alguns bons resultados, conseguindo ao todo 58 pontos e um quinto lugar no GP do Bahrein de 2016 como melhores "scores".

domingo, 13 de agosto de 2017

Formula 1: Wolff e Brawn não desejam o regresso dos V8

Enquanto que se discute o futuro da Formula 1 a partir de 2021, já apareceu duas correntes que desejam que a competição tome em de dois rumos: ou uma simplificação dos motores hibridos, onde se coloca apenas um sistema de recuperação de energia, ou então o abandono puro e simples dos híbridos a favor de motores V8 ou V10 atmosféricos. Sobre isso, se Ross Brawn diz que tem de haver um equilíbrio entre tecnologia e emoção, já o diretor da Mercedes, Toto Wolff, descarta o regresso aos motores atmosfericos

"Eu acredito firmemente que a Formula 1 representa alta tecnologia, inovação e desempenho. Se você tentar voltar no tempo para os famosos anos 80 e 90 [do século passado] só porque gostou tanto, essa é a estratégia errada", começou por dizer Toto Wolff.

"As discussões que estamos tendo são realmente boas na medida em que vemos o que queremos manter da regulamentação atual. Houve margem para vários pilares que o novo motor precisa ter: o custo do desenvolvimento precisa estar sob controle, ele precisa ser de alta tecnologia, precisa de ser híbrido, a relação peso/potência precisa ser melhor do que é agora, e agora precisamos olhar para a qualidade do som", continuou.

"Estamos a analisar as variáveis de como podemos conseguir isso e, na medida em que todos estão bem no mesmo caminho, acredito que até o final do ano podemos chegar ao fim e dizer que é isso que queremos para fazer em 2021", concluiu.

Já Ross Brawn, que está trabalhando para enquadrar uma visão para o futuro da Formula 1 que a torne mais atraente para os fãs, acredita que os pedidos de retorno aos V8 precisam ser contextualizados.

"Temos muitos fãs que dizem 'queremos voltar para os motores normalmente aspirados' mas então você tem que fazer a próxima pergunta: por que é isso?", disse Brawn.

"É porque cria mais emoção com o ruído. Então, podemos criar um mecanismo híbrido que tenha esse ruído, tem as rotações e mantenha esse apelo? Eu acho que os fabricantes envolvidos sabem que esse é um elemento-chave. Eles precisam ter uma Formula 1 bem sucedida. Não adianta ter um exercício de engenharia que demonstre sua tecnologia se ninguém estiver a assistir", continuou.

"Os fabricantes sabem que tem que ter um equilíbrio de relevância, mas ainda ser capaz de envolver a paixão dos fãs", concluiu.